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Novas mensagens levam Moro e Lava Jato à Venezuela

Ministro da Justiça Sergio Moro, em Brasília, no último dia 3. Foto: Eraldo Peres/AP
O escândalo das conversas vazadas de Moro ganhou um novo capitulo levando-nos para alem das fronteiras. Novos diálogos, publicados pelo The Intercept em parceria com à Folha, mostram que o ex-juiz instruiu procuradores, que faziam parte da força tarefa da lava jato, a tornarem públicos dados de caráter sigiloso de contratos da construtora Odebrechet na Venezuela.

A Odebrecht admitiu ter pago propina em 2016 para fechar contratos com 11 países além do Brasil, entre eles a Venezuela. Os contratos, porem, tinham uma clausula que garantia o sigilo do caso pelo Supremo Tribunal Federal e que as informações só poderiam ser compartilhadas com investigadores dos países se não houvesse consequências contra a empresa e seus executivos.

"Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela. Isso está aqui ou na PGR?", disse Moro em uma mensagem enviada, pelo Telegram, ao procurador Deltran Dallagnol, no dia 5 de agosto de 2017.


Os procuradores em Curitiba, segundo a reportagem, foram orientados pelo ex-magistrado e trabalharam por meses no projeto, e até entraram em contato com procuradores venezuelanos perseguidos por Nicolás Maduro, em vista, do enrijecimento do regime chavista contra membros do Ministério Público do país. "Haverá críticas e um preço, mas vale pagar para expor e contribuir com os venezuelanos", teria dito o procurador.

A reportagem mostrou que os procuradores debateram por meses a viabilidade de quebrar o sigilo do acordo e as consequências políticas da ação, tanto no Brasil quanto no país vizinho. Moro e os integrantes da Lava Jato, por sua vez, não reconhecem a autenticidade das mensagens vazadas.

"O Ministro da Justiça e da Segurança Pública não reconhece a autenticidade das supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente", informou Moro, por sua assessoria. "O material apresentado pela reportagem não permite verificar o contexto e a veracidade das mensagens", afirmou a assessoria da Lava Jato.

Fonte: brasil.elpais.com

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