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16 de jun de 2018

Cientistas registram buraco negro devorando uma estrela

Astrônomos conseguiram captar a imagem da formação e expansão de um “jato” de matéria ejetado por uma estrela logo depois de ser “devorada” por um buraco negro supermassivo.

Uma cena incrível. Quando a estrela passa perto de um buraco negro ela é rasgada devido a forte força gravitacional, após ser dilacerada a estrela é pulverizada e seus detritos formam um anel flamejante em torno do buraco negro antes de serem completamente engolidos, esse fenômeno é chamado de "evento de ruptura de mare".
A equipe de Seppo Mattila, do departamento de astronomia da Universidade de Turku, na Finlândia, observou o evento, através de captação de ondas radiotelescópicas, por dez anos em um par de galaxia em colisão chamadas de Arp 299, localizadas próximas a ursa maior a 150 milhões de anos luz da terra. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Science desta quinta-feira (14).

“Havíamos visto estrelas sendo devoradas anteriormente, mas essa é a primeira vez que observamos, vamos dizer assim, o "arroto" do buraco negro supermassivo depois do banquete”, explica o doutor e professor de Astrofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Thiago Signorini Gonçalves.

Embora seja um evento de enorme magnitude observa-lo não é algo fácil. Pensava-se que esse evento ocorria uma vez a cada 10 mil anos, entretanto essa frequência pode ser mudada em detrimento de uma nova descoberta: buracos negros devorando estrelas é sutilmente encoberto por poeira cósmica.

Em 2005, quando os cientistas buscavam supernovas para estudar, eles descobriram um sinal na Arp 299. Inicialmente, suspeitaram que poderia ser tanto uma supernova extremamente energética quanto um raro flagra de um evento de ruptura de marés.

Com passar dos anos os cientistas perceberam mudanças nas emissões de radio e no infravermelho captadas nos radiotelescópios. Em 2011, essas emissões se transformaram em jatos que chamaram atenção nas imagem que eram geradas.
No artigo, os cientistas contam que o jato de rádio se expandiu e assumiu uma forma diferente daquela observada em supernovas. Além disso, a radiação infravermelha e a temperatura da poeira cósmica aumentaram substancialmente. Diante das evidencias os cientistas deduziram que se tratava um evento de ruptura de mare.

Além de encobrir o momento em que a estrela é devorada, a poeira cósmica faz com que a energia liberada seja irradiada aos poucos. A unica solução para conseguir detectar o buraco negro em ação foi a utilização de ondas de rádio e raios infravermelhos.

"Eventos semelhantes ao ocorrido em Arp 299 podem estar escondidos em ambientes densos e empoeirados, e não seriam detectáveis por observações de ondas ópticas, ultravioleta ou raios-X" explica a equipe do Mattila no artigo.

“Eventos de ruptura das marés podem nos proporcionar uma oportunidade única para avançar nossa compreensão da formação e evolução de jatos nas vizinhanças desses poderosos objetos”, finaliza Miguel Pérez-Torres, do Instituto Astrofísico da Andaluzia, na Espanha, um dos cientistas envolvidos no estudo.

Fonte: noticias.uol.com.br
           ultimosegundo.ig.com.br

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