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16 de jun de 2018

Brasil é o segundo pior dos 30 países no ranking de mobilidade social

Em um estudo feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) relacionado a mobilidade social envolvendo 30 paises.

De acordo com o estudo para promover mobilidade social, seriam necessárias nove gerações para que os descendentes de um brasileiro entre os 10% mais pobres atingissem o nível médio de rendimento do país. A estimativa é a mesma para a África do Sul e só perde para a Colômbia, onde o período de ascensão levaria 11 gerações.

O indicador da OCDE foi construído levando em consideração a "elasticidade intergeracional de renda". Ou seja, quanto de renda os filhos tem em relação aos pais. Segundo a organização o estudo tem como objetivo de dar dimensão da dificuldade de ascensão social.

Na média da OCDE, 31% dos filhos que crescem entre 20% mais pobres permanecem nesse grupo e 17% ascendem ao topo da pirâmide.
As dificuldades de saída da pobreza são chamados pelo estudo de "chão perigoso" (Sticky floor). Isso significa que filhos com pais pertencentes a base da piramide têm mais dificuldade de acesso a educação e saúde de qualidade.

Armados de educação precária, em geral, faz com que as opções para esses jovens no mercado de trabalho sejam poucas. Sobrando empregos de baixa remuneração, em que a possibilidade de crescimento salarial para quem tem pouca qualificação é pequena.

A probabilidade de filhos com pais pertencentes ao topo da piramide se tornarem adultos de classe social mais baixa é menor. "Além do chão pegajoso, países como o Brasil têm também tetos pegajosos (sticky ceilings)", afirma Stefano Scarpetta, diretor de emprego, trabalho e assuntos sociais da OCDE.

"O Brasil fez um bom trabalho tirando milhões de famílias da extrema pobreza, com o Bolsa Família, por exemplo. Falta agora fazer a 'segunda geração' de políticas", disse o economista à BBC News Brasil.

O nível baixo de mobilidade social tem implicações negativas para os países talentos em potencial podem ser perdidos ou subaproveitados, com menos iniciativas na área de negócios e menos investimentos.

Fonte: www.bbc.com

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